TÍTULO
DAS MÃOS QUE FORJARAM O PASSADO AOS CÉREBROS QUE PENSAM O FUTURO: IFES - UM SÉCULO DE EXCELÊNCIA.

Proposta de tema de enredo:
Gibson Muniz

Autores do enredo:
Arion Carlos Ribeiro
Edson Tadeu Cruz
José Augusto de Castro
Kátia Galvão


“Não se aprende Senhor, na fantasia...
Sonhando, imaginando ou estudando
Senão vendo, tratando e pelejando...”
Camões


JUSTIFICATIVA
Movido por seu espírito de aventura e auto-preservação, o homem vem transformando o ambiente ao seu redor.
A aventura humana evoluiu do manter-se vivo para o desenvolvimento do trabalho e do conhecimento.
Sendo o mais inadequado dos seres vivos, sob o ponto de vista de sua interação com a natureza, na sua luta diária pela sobrevivência o homem acabou tornandose o mais poderoso dos animais.
Seguindo essa trajetória, o homem teve que aprender a usar o fogo, e tirar o pelo dos animais para aquecer-se do frio, e na falta de fortes garras projetadas para capturar suas presas, criou as armas e ferramentas necessárias para lutar contra os adversários, bem como construir abrigos e produzir alimentos.
Os animais herdam suas capacidades individualmente. Já os homens não nascem sabendo construir, fabricar, utilizar e fazer. É através da capacidade de aprender que o homem recebe sua herança.
Na história da humanidade, roupas, ferramentas, armas e tradições tomam o lugar dos pelos, das garras das presas e dos instintos na busca da sobrevivência.
O nascer da civilização dá-se, portanto, pelo trabalho. Pelo trabalho o homem constrói a si mesmo ao construir o mundo.

1. INTRODU ÇÃO
A história do trabalho é tão antiga quanto à história do homem e em muitos
momentos elas se confundem.
É mesmo difícil de imaginar que já houve um tempo e que não precisávamos trabalhar para viver. E vivíamos felizes! Tudo o que necessitávamos estava ali ao alcance das nossas mãos. Um verdadeiro paraíso.
Quando então tivemos que abandonar o nosso jardim do éden, fomos abandonados a própria sorte, à procura de alimento e abrigo, inexperientes e indefesos, para enfrentarmos um novo mundo, ganhando o pão de cada dia com o suor do nosso rosto.
Longe do paraíso percebemos que a natureza nos tinha dotado de um grande diferencial: mãos. Graças a elas, conseguimos criar alguns artifícios capazes de garantir nossa sobrevivência.
Iniciou-se então nossa grande jornada rumo à civilização. Para termos alimentos e proteção precisávamos fazer alguma coisa. E nós realmente fizemos: plantamos, industrializamos, informatizamos e globalizamos.

2. OS PRIMÓRDIOS: A COLETA E A CAÇA
Ao sermos expulsos do paraíso, tivemos que descer das árvores e enfrentar um mundo desconhecido: O chão. O trabalho deste período era manter-se vivo. Caçar e coletar eram nossos recursos. Surgindo assim o primeiro trabalho.
Somente quando trabalhava bem o homem conseguia alimentar-se e dar de comer. O trabalho passou a ser uma obrigação de todo dia, não sabíamos se a caçada daria certo naquele dia ou não, se encontraríamos o que coletar ou não. Ao contrário de quando vivíamos no paraíso, no jardim do éden. Até esse momento da história o trabalho tinha um único propósito: sobrevivência.

3. O PRIMEIRO SALTO: A AGRICULTURA
Em alguns períodos era mais difícil caçar. Mas observamos que se colhêssemos sementes, conseguiríamos armazenar os alimentos por muito mais tempo, o que nos manteria vivos em épocas de alimentos mais escassos.
A agricultura, diferente da caça, era exercida por homens e mulheres. Ao colocar alguns grãos na terra, esses seriam semeados, cresceriam e dariam origem a muitos outros da planta que nascia. Isso permitiu que nossa maior riqueza na época, o alimento, se multiplicasse.
A agricultura possibilitou ao homem se estabelecer em uma região, dando origem às cidades. Não precisávamos mais correr atrás da presa e nos deslocarmos por territórios desabitados. Com maior permanência no mesmo lugar geramos riquezas.
O ser humano passa então a usar o câmbio de produtos quando tinha uma
necessidade imediata. Com o passar do tempo, o comércio se organizou e se consolidou. O homem começou a não se contentar apenas em alimentar-se, ele desejava sabores diferentes e sensações inéditas.

4. A ARTE DE FAZER: O FEUDALISMO
Durante o feudalismo a nobreza passa a estimular a concentração dos mais variados tipos de artesãos em espaços determinados. Surge a manufatura. As cidades medievais se tornam o principal espaço para o trabalho dos seleiros, alfaiates, marceneiros, ferreiros, entre outros, a serviço da nobreza. As pessoas passam a se deslocar do campo para as cidades em busca de um ofício, ou seja, de se profissionalizar, desenvolvendo a “arte” de produzir bens de uso cotidiano. O caminho para o aprendizado se dava com a relação direta entre o “mestre-artesão” que detinha o saber sobre a realização do trabalho e os “aprendizes”.
Nessa época os afazeres eram realizados em oficinas nas casas dos artesãos, utilizando poucas ferramentas, energia humana, animal e hidráulica, para criar geralmente um produto único e não padronizado.
Um artesão conseguia realizar todo o trabalho sozinho, às vezes se aliava a um grupo. Na manufatura não havia o uso de máquinas. Com cada vez mais produção, as trocas começaram a ficar mais elaboradas, gerando a necessidade de criar uma moeda.
Esse é outro momento muito marcante na história do trabalho, que passa a ter um valor determinado. A partir da moeda, o trabalho começou a ter diferentes valores. Iniciando-se a era da especialização.

5. A TRANSFORMAÇÃO DO TRABALHO: A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
A industrialização começou a aparecer no chamado “século das luzes”. Vivíamos um momento de progressos em quase todos os campos científicos. O desejo de todos era ganhar mais autonomia através do trabalho que gerasse riquezas. Essa Era, que se inicia na segunda metade do século XVIII e chega ao ápice por volta de 1850, começa a desaparecer um século depois, foi um período revolucionário.
São muitas e diferentes as inovações: As novas fontes de energia com a descoberta da luz elétrica, a invenção da locomotiva que aumentou a distribuição dos produtos industrializados. As novas divisões do trabalho com a produção sendo estudada para aumentar os resultados e o surgimento de trabalhos diferentes e transformações nos antigos. As novas relações de trabalho geram novas relações de poder, e o setor produtivo com os burgueses ganha espaço em todo o mundo gerando cada vez mais riquezas.
A competição é a mão invisível do mercado que gera prosperidade para a sociedade, e cada indivíduo em busca de seu próprio interesse irá promover o bem comum. Com a era industrial a Inglaterra começa a produzir e a exportar. A sociedade havia mudado. Os cientistas pretendiam explicar os fenômenos da natureza inclusive o trabalho, aplicava esses conhecimentos através da máquina a vapor, da engenharia e de pessoas controlando o trabalho das outras. Desejava-se reduzir ao máximo o desperdício, ampliar os lucros, pagar melhores salários, aumentar a eficácia.
Com a posterior especialização do trabalho e a produção em série, a divisão e a mecanização atinge seu ápice. Solidifica-se a necessidade da preparação da mão de obra especializada pela escolarização, surge enfim a necessidade das instituições de ensino especializadas na preparação da mão de obra para o trabalho.
As linhas de montagem com sua eficácia caracterizam o processo produtivo do inicio do século XX e nos anos 50 e 60 deste mesmo século configuram os chamados anos dourados do capitalismo, cuja premissa máxima é “a quantos eu posso servir?”.

6. RUMO AO FUTURO: A ERA DA INFORMATIZAÇÃO E DA ROBÓTICA
A partir do final da II Guerra Mundial, o trabalhador tradicional passa a ser
substituído pelo trabalhador do conhecimento. Surge um novo paradigma social – A Era da Informação.
As relações de trabalho e, conseqüentemente, as relações de poder se direcionam àqueles que possuem algum tipo de conhecimento que interesse a outros. Vivemos uma nova era de transformações, um mundo extremamente dinâmico onde cada vez mais o conhecimento é valorizado.
A era do conhecimento nos traz descobertas que possibilitam a velocidade da informação, a ampliação dos horizontes com a busca das conquistas espaciais e a substituição cada vez maior da mão de obra tradicional do trabalhador através da robótica.
A grande lição que podemos tirar é – aprender como aprender. Para adaptarem-se a este novo cenário no mundo do trabalho: a importância de gerar e propagar conhecimento, as instituições de ensino passam a ter um papel fundamental na especialização do trabalhador, unindo conhecimento teórico ao pragmatismo, ensinando aquilo que poderá ser aplicado no campo de trabalho em que cada pessoa deseja atuar.
A imagem que tínhamos até então de mãos calejadas construindo o mundo será substituída cada vez mais pela capacidade criativa que nos diferencia dos demais animais.

7. PREPARANDO PARA O MERCADO: UM SÉCULO DE TRADIÇÃO E EXCELÊNCIA

“Natureza e cultura se encontram no labor do
parto, no cultivo do campo, na modelagem da
argila, na invenção da eletricidade; como na
produção de vitaminas em comprimidos, na
montagem de cérebros eletrônicos e no envio
de astronaves à lua”
Suzana Albornoz

Assim como o trabalho na história da sociedade, a instituição hoje homenageada, também se transformou, acompanhando as necessidades sociais e mercadológicas.
Nasceu como Escola de Aprendizes Artífices dando a seus alunos preparo técnico e intelectual. Muda sua denominação pela primeira vez ao passar a ser chamada de Liceu Industrial de Vitória com o propósito de formar profissionais voltados para a produção em série, mas com características artesanais.
Algum tempo depois já com a organização do ensino industrial do país a modalidade de ensino deixa de ser primária para ser secundária, mudando de Liceu para Escola Técnica de Vitória. A Escola Técnica Federal do Espírito Santo surge juntamente com a fase dos grandes projetos industriais e obras de infra-estrutura no Estado.
A transformação para Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo possibilita além da diversificação das atividades e modalidade de ensino o status de Instituição de Ensino Superior, o que irá também mudar o perfil do público ingressante.
O Instituto Federal do Espírito Santo surge como instituição especializada na oferta de educação profissional e tecnológica de excelência em diferentes níveis e modalidade de ensino, com foco no desenvolvimento humano sustentável.
A escola que começou atendendo a 133 alunos hoje conta com aproximadamente 10 mil alunos distribuídos em 12 campi. Cursos técnicos, tecnológicos, engenharias, superiores de tecnologia, licenciaturas e bacharelados, alem de pós-graduação tem qualificado estes alunos para o mercado de trabalho.
Esta é a história de transformação e criação do homem e da própria cultura, de sucesso e excelência desta grande instituição que comemora seu centenário que o GRCES Novo Império traz como seu enredo para o carnaval de 2010.

A família Imperiana te convida pra sambar!

 

 

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